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MURAL COMANDO

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MURAL COMANDO

MEMÓRIA DESCRITIVA E INTERPRETATIVA DE PAINEL DEDICADO AOS COMANDOS
Painel em MDF com as dimensões de 7,32 x 2,024 x 0,10 metros, divididos em 5 secções de 1,46 x 2.024 metros cada, que se unirão quando expostos. Nesta obra serão utilizadas tintas acrílicas e será exibida no museu dedicado aos Comandos, no Regimento de Tropas Comandos, na Carregueira.

Em termos de representação pictórica, este painel representa a mítica “Comando”, durante toda a sua existência. Desde as florestas, aos tarrafos e planícies, nos três teatros de guerra, pelos quais passaram em terras africanas, até às missões que atualmente lhes são imputadas ao abrigo da manutenção de paz, sob a égide da ONU. Em cada figura, ou ações representadas, houve o cuidado de não focar nada em concreto, mas englobar nessas representações reais, algo comum a outras situações idênticas, que leve cada ex-combatente, a reconhecê-la como a sua operação e comece um desfilar de recordações que enriquecerá o espírito que o quadro tenta reproduzir. Foi isso, como ex-combatente dos Comandos na Guiné e Angola, que me levou a um estudo exaustivo, para elaborar este trabalho.

É este painel formado por dois pórticos separados por um bloco inteiro sem separação, onde se podem observar em cima o ombral dos “Comandos”, seguido do emblema de boina em fundo vermelho. Mais em baixo, sensivelmente ao centro, a estátua ao “Esforço Comando” com as boinas, honrando os caídos pela Pátria e pelos Comandos. Finalmente, o brasão com os dísticos comuns e que retirei do pedestal, para não haver repetição. Esta peça central, considero-a importante, pois, significa, dois momentos na história da unidade: antes de 74 e a atualidade. Místicas diferentes, mas que a robustez física e anímica dos homens, que apesar das várias tentativas de extinguirem a sua essência de “comandos”, sempre conseguiram vencer, porque são unidos. E a união faz a força. São um só bloco. Aqui será apresentado como um bloco de cor branco cru a condizer com a ausência de qualquer fação política.
O pórtico da esquerda, é formado por um pilar, encimado por uma lintel, que acaba por se desenrolar sobre o bloco central. Ao lado deste lintel, uma espingarda FN em fundo verde-claro. Foi a primeira arma semiautomática, utilizada pelos grupos treinados em Nóqui, Zemba e Quibala do Norte. O pilar, representa a verticalidade dos homens que ergueram o mito Comando. O fundo é pintado a roxo, que representa a comenda da Ordem de Avis e com um florão dourado. Esta coluna será debruada a prata. O lintel, ostenta o primeiro “crachá”, assente em fundo vermelho com florões a ouro, assim como, o ramo de louro. Também o lintel, será debruado a prata.
Também se identificam os sucessivos centros de instrução, assim como, os brasões das províncias ultramarinas onde os Comandos exerceram a sua atividade

Significado das cores, que será comum aos dois pórticos:

VERMELHO Valor, vitória, ardil, ânimo e fortaleza
VERDE Amizade, bons serviços, vitória e ousadia
OURO Nobreza e poder
PRATA Integridade

Na base deste pórtico, uma alegoria aos Lusíadas “Em perigos e guerras esforçados” (Canto I,-1ª estr. 5º verso).

No espaço interior deste pórtico, da esquerda para a direita, temos a representação de uma das mais árduas batalhas, que se desenrolaram durante a operação “Tridente” em 1964, na ilha do Como, na Guiné.

Batalha da passagem do Brandão, (apelidada de Passagem do Inferno) em Cauane, que, culminou com o abate de um T-6, empenhado em salvar uma equipa de Comandos cercada pelo IN. Neste dia, depois de ter estado debaixo de fogo intenso, o furriel que comandava a 1ª equipa, Vassalo Miranda, aproveitando que o IN interrompia o nutrido fogo quando a aviação largava as bombas, num momento de exaltação, levantou-se e gritando “COMANDOS. AO ATAQUE” arrastou consigo os seus homens, onde por exemplo, campeava o 1º cabo Marcelino da Mata e entraram pela mata espalhando a confusão nas hostes adversárias. Foi este o grito que se tornou no 1º grito de guerra dos grupos formados em Brá e adotado, mais tarde, pelos Comandos Africanos. Pela coragem, desprezo pela própria vida, espírito de entrega e valor, considerei um bom exemplo para representar outras tantas grandes operações de vulto, executadas nas três frentes de combate. Em breves “flashes” recordo o grande “burro do mato” que entrou na lenda do exército, que foi o Honimog, e a determinação do elemento Comando, que acabando de sair da puberdade se tornou num homem, num combatente de eleição.
Recordei, também, o transporte das lanchas de fiscalização da marinha de Nacala para Metangula no lago Niassa. Uma épica viagem, onde as dificuldades e gente civil empenhada na proeza, deveram a sua segurança à 1º Companhia de Comandos formados na Namaacha em Moçambique, que os protegeu durante dias a fio, sem que o IN ousasse incomodá-los.

Temos algumas representações de nomadização dos Comandos, uma em particular, representando as célebres “Siroco” no Leste de Angola, que serve de padrão a tantas outras operações do género, tão apreciadas pelas tropas Comando. Os dois helicópteros, Alouette 3 e Puma, grandes cavalos de batalha, sempre prontos a sacrificarem-se em contundentes operações na perseguição e desmantelamento dos santuários inimigos, assim como, na recolha de feridos ou municiamentos. Aqui pudemos imaginar o êxito da “Nó Gordio”, “Ametista Real” e tantas outras que culminaram na destruição de bases importantes do IN.

Penso ter deixado aqui, o essencial da ação em África, desde o seu aparecimento até abril de 74.

O segundo pórtico, mantém o mesmo estilo pictórico, variando apenas no “crachá”, na espingarda G-3 e no dístico na base que será uma adaptação livre de um verso de um poema dedicado às operações “Siroco”, do Coronel Roberto Durão “E outras missões virão se a Pátria mandar” O original é: “ E outros Sirocos virão se a Pátria exigir”.

O interior deste pórtico, é dedicado ao período pós 25 de Abril, com a identificação dos locais onde tiveram e têm as suas bases. Aqui, como figura principal a nova essência das missões ao abrigo da ONU, representada por uma alegórica rosa dos ventos. Tem no seu interior uma mão enluvada a branco, representando esta alvura o valor humanitário e altruísta de quem a enverga, levantando uma mão magra e negra, representando a fome e a miséria dos que nada têm, vítimas do abandono de quem tinha a obrigação de os proteger. Em redor desta figura, mostram-se alguns exemplos onde os Comandos, têm estado em defesa e libertação dos povos. Temos, uma representação do 25 de novembro, com um jeep armado com canhão sem recuo, uma chaimite e alguns elementos comando no Monsanto.
E o grande dia, em que finalmente ganharam a grande “batalha”, o reconhecimento do uso da Boina Vermelha.

O novo visual, não foi esquecido. Um comando equipado, já numa versão mais moderna, representa a reativação dos Comandos, após um período de extinção, e direcionado para outro tipo de operações. Já neste contexto e integrados em missões internacionais vocacionadas para a paz, Timor surge como a primeira missão da nova era. Esta está representada através de uma patrulha de Comandos, a ser carinhosamente saudada por crianças e população, demonstrando toda a confiança e simpatia pelos militares que lhes trouxeram segurança e paz. No ar, dois helicópteros (Cheeroke e MI-17), tão conhecidos nas ações de ajuda aos refugiados e apoio às tropas da paz. O novo e atual equipamento não foi esquecido, assim como a parte humana com a distribuição de pequenas lembranças àqueles que mais sofrem em África. Os Comandos são máquinas de guerra, mas como homens de bem, também têm coração.

Depois, temos a vastidão inóspita do Afeganistão, que é preciso patrulhar, e por fim, uma ação que nos leva até à República Centro Africana, onde os Comandos desbaratam uma base de grupos armados.
Em baixo, estão representadas as bandeiras dos países onde os Comandos têm atuado.

Creio ter exposto toda a temática e mística das Tropas Comando desde o longínquo 1962 até aos dias de hoje.


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Autor: António Manuel C. Vassalo Miranda
Artista plástico

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